Certificações de TI
A importância das certificações para o profissional de TI
Começo o post de hoje com uma pergunta recorrente:
Obter a certificação em determinada tecnologia ou framework de gestão atesta a capacidade do profissional na respectiva área?
Começo a resposta apresentando argumentos favoráveis às certificações, alertas e descrevendo dois momentos em que elas podem ajudar o profissional: no início da carreira e na aplicação no dia a dia.
No início da carreira, o profissional precisa buscar rapidamente uma capacitação mínima para obter o primeiro emprego e se desenvolver. Nesta fase a certificação representa um desafio, oportunidade de aprendizado, além de atestar conhecimento teórico e impulsionar a carreira.
Entretanto, o fato de se obter uma certificação não garante ao profissional
e a empresa que o contratou o sucesso e a excelência em sua adoção. Por mais que as certificações abordem as melhores práticas de mercado, a introdução de novos processos, ferramentas e técnicas são influenciadas fortemente pela cultura organizacional e o profissional tem que estar atento à esta questão.O trabalho e a experiência em planejamento, execução e acompanhamento da implantação dos novos processos, funcionam como o “batismo” da certificação. Esta etapa de “colocar a mão na massa” requer um esforço ainda maior do que foi necessário para obter a “estrela de Xerife”, e, normalmente, o profissional “prematuramente” certificado encontra maior dificuldade. O insucesso pode custar caro, caso haja negligência na identificação e no monitoramento dos fatores organizacionais. Para alguns exames, tais como o PMP e PgMP do PMI, existem critérios de elegibilidade para que o candidato esteja apto a realiza-los, entretanto, isto não ocorre na maioria dos casos, o que fragiliza e pode colocar em descrédito algumas titulações.
Portanto, é importante que o profissional tenha disciplina, seriedade e o compromisso para colocar em prática os processos e as técnicas estudadas. Apenas desta forma ele obterá o máximo retorno que a certificação pode oferecer.
Por fim, apresento o depoimento de quatro profissionais de destaque que possuem algumas das certificações mais desejadas do mercado: Vitor Ciaramella, Leonardo Drummond Abdala, Alexandre Tomaz e Adriano Sá.
Vitor Ciaramella: Consultor sênior de TI com larga experiência em gerência de projetos, arquitetura de software e que possui mais de 50 certificações, dentre elas a PMP, PRINCE2 Practitioner, MCPD, MCTS, MCITP, CSM, CSPO e CSP.
“Sou suspeito para falar sobre o assunto, pois possuo mais de 50 certificações de diferentes fornecedores, acumuladas ao longo de 11 anos de experiência profissional. O que eu mais gosto das certificações é a oportunidade (e desafio) de aprender sobre uma determinada área e garantir que absorvi um mínimo indispensável de conhecimento para trabalhar e falar sobre o assunto. Por exemplo, eu tinha bastante dificuldade com a área de gestão de projetos e isso prejudicava meu desempenho como arquiteto de software. Então procurei me aprofundar no assunto, obtendo as certificações PMP, PRINCE2, CSM, CSPO e CSP. Algumas dessas certificações exigem experiência profissional anterior, mas não exigem que sejam experiências de sucesso. No meu caso, algumas não eram, mas tive a oportunidade de gerir novos projetos com o que estava estudando para as provas, e me surpreendi ao ver os excelentes resultados que obtive ao aplicar o conhecimento recém adquirido. As certificações não provam que o profissional é um especialista ou domina 100% a área, mas tendem a garantir um nível mínimo de proficiência. Atualmente mantenho-me atualizado com as certificações de desenvolvimento da Microsoft e estou me preparando para uma de arquitetura corporativa chamada TOGAF.”
Leonardo Drummond Abdala: gerente de projetos, Scrum Master (Uber Scrum Master) arquiteto de software trabalhando com desenvolvimento ágil (Scrum) em iniciativas internacionais por mais de 3 anos e com 9+ anos de experiência em projetos de desenvolvimento de software em geral. Certificado CSM, MCP, MCTS, MCPD e MCITP.
“Uma certificação profissional é o atestado que a pessoa possui um considerável nível de conhecimento sobre o determinado assunto. Não somente isso, mas ela serve também para mostrar a capacidade de dedicação, a organização, a disciplina e o comprometimento do profissional. Afinal de contas, muitas vezes sabemos que não é fácil separar algumas de nossas horas de lazer para os estudos. Além disso, ao estudar para uma prova de certificação, mesmo que a pessoa já tenha bastante conhecimento "ad hoc" sobre o assunto, ela sempre aprende alguma coisa nova. Outro ponto importante é que essas certificações são, em sua grande maioria, internacionais, ao contrário de especializações cursadas em instituições de ensino (que também têm o seu valor, não me entendam mal). Isso ajuda muito no reconhecimento do profissional certificado que atua em iniciativas globalizadas.”
Alexandre Tomaz: perito em forense digital e gestor de tecnologia com experiência em gestão de projetos, segurança da informação e infra-estrutura de TI. Possui mais de 40 certificações, dentre elas: CCNA, CCDA, CCAI, CHFI, CobiT, FCP, FCP-Master, ITIL, MCP, MCSA, MCSE, MCTS, MCITPro e outras.
“Creio que o caminho da certificação é um processo continuo, pois em algumas é necessário revalidação e com isso o profissional que procura manter-se atualizado tem uma excelente oportunidade de garantir a empregabilidade em alta.”
Adriano Sá: Consultor e gestor de tecnologia. Liderou e atuou grandes projetos para CPM Braxis, C&IT e Secretaria de Saúde de Minas Gerais. Possui certificações ITIL, Cobit, PMP e CFPS.
“A certificação não garante, mas ajuda bastante a nivelar conhecimento. O mercado têm exigido tais perfis e isso é um diferencial para a empresa que vende o serviço e consequentemente para o profissional nela inserido. É muito comum que grandes instituições solicitem em RFP ou licitações que a empresas participantes tenham profissionais certificados em tecnologias, processos ou metodologias. Já tive oportunidade de trabalhar para uma grande empresa de Petróleo onde a gerência de TI só aceitava negociar com profissionais certificados em contagem por pontos de função" exemplifica Adriano.
Bom, chegamos ao final do post e aproveito para agradecer a todos que, felizmente puderam contribuir sobre o tema através da sucinta pesquisa que realizei nas últimas semanas.
Espero que tenham gostado!
Referências
http://www.pmi.org/Certification.aspx
Nenhum comentário:
Postar um comentário