domingo, 27 de fevereiro de 2011

Private Cloud: passos para uma jornada bem-sucedida

Por Daniel Dystyler*
24/02/2011

Em artigo, Daniel Dystyler fala sobre as estratégias da tecnologia


O volume de informações na mídia sobre o tema cloud computing é denso e provém de uma pluralidade de fontes. Se partimos para um conceito global, a chamada computação em nuvem possui cinco características básicas que devem estar presentes em qualquer modelo de implementação. 

Começando pelo usuário, através de ferramentas de auto-serviço, ele pode aumentar ou diminuir a quantidade de uso da nuvem sob demanda. Portanto, o usuário passa a ter controle. Ou ponto diz respeito ao acesso, que deve ser disponibilizado pela rede, ou seja, pela
Internet. No quesito infraestrutura, é necessário que a mesma seja compartilhada, o que implica na segurança, que passa a ser fundamental. A quarta característica envolve a escalabilidade, que demanda uma estrutura elástica, para mais ou para menos, e fechamos com a capacidade de medição, que pode ser feita por transação, por uso de storage e por consumo de CPU, entre outras formas.

Essas cinco características (auto-serviço, acessibilidade, compartilhamento, escalabilidade e medição) permitem que tenhamos quatro modelos de implementação da nuvem: a nuvem pública (public cloud), a nuvem privada (private cloud), a nuvem híbrida e nuvem comunitária.

A nuvem pública, cuja infraestrutura é totalmente compartilhada e transparente para a empresa usuária, é usada principalmente em ferramentas de colaboração e serviços de hospedagem de servidores virtuais, como sites, por exemplo. Atualmente, exemplos populares deste tipo de implementação remontam aos modelos oferecidos por empresas como Amazon, Google etc.

Já a nuvem privada tem como principal característica uma infraestrutura dedicada à empresa usuária e pode ser interna, utilizando um Data Center virtual da empresa, ou externa, hospedando em algum provedor. O terceiro modelo de implementação de Cloud Computing é a nuvem híbrida, que possibilita a distribuição de recursos entre as nuvens privadas e públicas, por exemplo, em momentos de pico de consumo de recursos, ou que a empresa opte por manter dados confidenciais em determinado tipo de implementação da nuvem.

O último modelo, a nuvem comunitária, refere-se a duas ou mais empresas, normalmente de um mesmo grupo empresarial ou setor governamental, compartilhando a mesma nuvem privada.

Hoje, fala-se muito sobre o assunto, o tema está em voga o tempo todo quando o assunto é TI e algumas empresas possuem visão de futuro, porém poucas proporcionam ofertas concretas e reais de computação em nuvem. O que vemos no mercado é uma grande adoção da nuvem interna – a ideia do Data Center virtual – principalmente no que diz respeito às operações de TI que suportam o core business.

Uma breve análise do mercado atual de TI nos mostra que ele ainda está caminhando para entender a cloud e começando a analisar os benefícios que uma estrutura como essa pode trazer. Este quadro se confirma com a pesquisa realizada em junho de 2010 pelo grupo IDC, que revela o crescimento nos serviços de cloud, podendo chegar a US$ 55,5 bilhões em 2014.

Não podemos esquecer que deve haver alinhamento entre usuários e processos. Portanto, colaboradores devem ser treinados para gerir o ambiente de nuvem privada. Dessa forma, consegue-se agilidade no gerenciamento dos processos, segurança no armazenamento, difusão de dados e simplificação da TI da empresa.
           
*Daniel Dystyler é diretor de Soluções de Infraestrutura da Sonda Kaizen, empresa do Grupo Sonda IT, maio companhia latino-americana de serviços de TI
**As opiniões dos artigos/colunistas aqui publicadas refletem unicamente a posição de seu autor, não caracterizando endosso, recomendação ou favorecimento por parte da IT Mídia ou quaisquer outros envolvidos nesta publicação.

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